Governo do Distrito Federal
27/04/22 às 17h56 - Atualizado em 28/04/22 às 21h51

II Simpósio de Aquicultura tem o incentivo à cooperação como foco

Teve início na manhã desta quarta-feira (27), o II Simpósio Distrital de Aquicultura, na Granja Modelo do Ipê da Seagri-DF. O evento, realizado pela Seagri-DF em parceria com a Emater-DF, a Ceasa, o Sebrae-DF e o Senar-DF, foi dividido em dois dias, e teve como objetivo discutir os desafios da aquicultura no Distrito Federal. Também estiveram presentes produtores rurais e autoridades federais.

 

Para Claudia Gomes, diretora de Políticas para Desenvolvimento Rural da Seagri-DF, o evento é uma oportunidade importante de troca de conhecimentos. “O Simpósio tem o propósito de discutir os desafios da aquicultura em nossa região, escutar os produtores, trazer informações e encaminhar melhoras ao Programa Alevinar”, afirma.

 

“Também foi muito importante estreitarmos as comunicações com entes federais e com outros estados, com a Secretaria de Agricultura do Goiás, que vai acompanhar o evento para conhecer a realidade da aquicultura no DF”, ela completa.

 

Na programação do simpósio estiveram palestras e discussões sobre o Alevinar, citado pela diretora. “O Programa é importante, pois promove o desenvolvimento da aquicultura no DF através do aumento da produção e da profissionalização dos produtores. Outro pilar fundamental é a questão de repovoamento das bacias hidrográficas do cerrado com a produção de espécies de peixes nativos”, diz a diretora.

 

Diretora de Políticas de Desenvolvimento Rural da Seagri-DF, Cláudia Gomes

 

O secretário de Agricultura, Candido Teles, também ressaltou a importância do Programa. “É um projeto muito audacioso, mas que vai dar uma segurança para o produtor. Ele vai produzir sabendo que vai vender o seu produto e ser remunerado pelo seu trabalho. Nós consumimos aqui em Brasília 60 mil toneladas de pescados, estamos produzindo apenas 2 mil toneladas. Vamos gerar empregos, renda para o produtor rural e, sem dúvida alguma, baixar o preço do produto, pois quando há mais produção, facilita para que o consumidor tenha o preço mais acessível. O governo do Distrito Federal também vai comprar parte dessa produção para servir em escolas”.

 

Na abertura do Evento, o secretário reforçou também a importância das parcerias da Seagri-DF com outros órgãos. “Ninguém faz nada sozinho. O Estado só fomenta a atividade produtiva, e hoje estamos fazendo parte do lançamento do alevinar, que é um projeto desenvolvido pela Secretaria de Agricultura, com vários de nossos parceiros”.

 

Após as falas das autoridades, houve a assinatura simbólica do Termo de Compromisso entre a Seagri-DF, a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, a Sudeco, a Codevasf e o Ministério do Desenvolvimento Regional, para celebrar a parceria para o desenvolvimento do Programa Alevinar.

 

Além do Programa Alevinar, o primeiro dia de simpósio abordou outros temas de relevância para a agricultura do DF, como o acesso a crédito, e recebeu profissionais do Sebrae, Senar e Dipova. O evento contou também com a presença de profissionais de renome internacional, como o médico veterinário Santiago Benites, referência na área de produção de vacinas para peixes.

 

O segundo dia foi destinado principalmente a palestras sobre as áreas de produção e comercialização. “Hoje, um dos principais desafios para o desenvolvimento da aquicultura e piscicultura no DF é o associativismo entre os produtores”, conta Claudia Gomes.

“Então esses painéis são extremamente importantes para que se crie e desenvolva essa cultura de união na hora de produzir e comercializar os produtos, o que é fundamental para a sobrevivência da atividade”, ela completa.

 

A abertura aconteceu às 9h30 desta quinta-feira (28), com uma palestra do presidente-executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. Ele falou sobre a piscicultura no Brasil, principalmente a tilapicultura, que hoje representa mais de 63% de todo o peixe consumido e produzido no Brasil. “O importante desse evento é mostrar para os produtores da agricultura familiar que, apesar de ser um setor em crescimento, exige muita organização. Quando a gente fala de organização, falamos sobre a necessidade dos produtores do setor de andarem juntos, pois ele sozinho não terá boas perspectivas”, afirmou o presidente-executivo.

 

Presidente-executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros

 

O simpósio também deu oportunidade a outros produtores de transmitirem seus conhecimentos e técnicas. Um exemplo é o produtor de camarões, Élber Maia, que falou sobre sua experiência e da sua nova estratégia de mercado, que envolve um sistema de parceria e de integração. “Nós vamos tanto verticalizar nossa produção quanto trazer outros produtores para trabalharem junto com a gente. No meu caso, como produtor de camarão de água salgada, preciso juntar forças para sobreviver, e um simpósio como esse é muito interessante porque a gente acaba conhecendo outras pessoas que também estão interessadas em parcerias”.

 

Quem também aproveitou a oportunidade para buscar parcerias foi o produtor de tilápia Guilherme Pereira. “Foi de grande valia terem trazido pessoas de referência nacional. Eventos como esse são de grande importância para nos unirmos, fortalecermos e retomarmos o convívio. Também faz muita diferença ser um evento presencial, ainda mais agora que a gente já estava esgotado daquela coisa de lives. O contato humano e a troca de experiências com certeza nos ajuda a levantar novas possibilidades.”

 

O segundo dia também teve palestras destinadas a esclarecimentos sobre legislação, informações e dicas sobre a produção e discussão de oportunidades. Para o encerramento, a programação propôs uma mesa redonda para relembrar os principais tópicos discutidos e ouvir as considerações finais dos produtores.

 

O evento contou com a presença do coordenador de Operações da Emater-DF, Pedro Ivo; da superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do DF, Kelly Cristina; do representante da diretora técnica do Sebrae, Leonardo Zimmer; do superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Sudeco, Nelson Vieira; do representante da diretora da Área de Revitalização da Codevasf, Albert Bartolomeu; do coordenador de Projetos do Mapa/Sap, Carlos Machado; do superintendente de Engenharia Agrícola da Seapa-GO, José Ricardo; e da gerente de Infraestrutura Rural da Seapa-GO, Cláudia Abrão.

 

 

Texto e imagens: Ascom Seagri-DF