Governo do Distrito Federal
7/04/22 às 11h40 - Atualizado em 7/04/22 às 14h17

Nesse peixe eu tenho fé

 

 

Com a Semana Santa chegando, as pessoas ficam de olho no pescado que vão comprar nesse período. Mas para garantir que a Quaresma seja de paz também para a saúde do corpo e do bolso, uma dica importante é ficar atento à qualidade do pescado a ser adquirido.

 

Pensando nisso, a Secretaria da Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) faz um alerta à população sobre a importância de adquirir somente pescados com o selo de inspeção, provenientes de estabelecimentos com registro sanitário. “O selo de inspeção é uma garantia ao consumidor de que aquele produto é fiscalizado pelo Estado, de que existe um controle rigoroso na fabricação daquele produto, buscando a segurança e qualidade do alimento para o consumo humano”, esclareceu Marco Antônio Martins, diretor da Dipova (Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal), setor da Seagri-DF responsável pela fiscalização das agroindústrias de processamento de produtos de origem animal no DF.

 

E essa preocupação é justificada pelos riscos associados ao consumo de pescados que não atendam aos padrões sanitários e de qualidade previstos na legislação. “Existem uma série de doenças transmitidas por pescados que podem comprometer seriamente a saúde das pessoas, seja pelo consumo de pescados deteriorados ou pela presença de substâncias alergênicas ou potencialmente tóxicas ao organismo humano”, explicou Madalena Coelho, médica veterinária da Dipova. “Por isso é fundamental que o Estado defenda os direitos à saúde dos consumidores, fiscalizando a produção e o processamento dos pescados, e certificando os estabelecimentos que atendem aos padrões legais que assegurem um produto seguro para consumo humano”, complementou.

 

Outro aspecto relevante no caso dos pescados é proteger a saúde econômica do consumidor. Isso porque no processo de congelamento desses produtos, a técnica de glaciamento, realizada para evitar a oxidação e proteger o produto, quando feita de forma inadequada, pode gerar uma camada de gelo na cobertura do pescado acima do permitido. Assim, o produto fica com o peso maior, em função do excesso de água. “O consumidor acaba pagando gelo como se fosse peixe, tendo prejuízo. Por isso a Dipova, em parceria com outras instituições, como INMETRO e Procon, fiscaliza também o glaciamento do pescado, para defender a população de prejuízos econômicos”, afirmou Marco Antônio.

 

Para o diretor da Dipova, uma das grandes vantagens do trabalho da Secretaria da Agricultura do DF é de poder agir diretamente na causa do problema, evitando que um produto irregular chegue até o mercado. “Como atuamos diretamente no processamento dos alimentos, conseguimos identificar eventuais inconformidades antes que esses produtos cheguem ao consumidor, além de identificar as causas do problema e apoiar os estabelecimentos para que corrijam as falhas e evitem inconsistências futuras”, destacou. “Outro fato muito importante é que as agroindústrias de pescados registradas na Dipova possuem Programas de Autocontrole. Essa é uma exigência da legislação. Isso faz com que uma série de falhas sejam prevenidas pela própria empresa, e, caso ocorram, sejam corrigidas de imediato, para que não causem prejuízos à qualidade do produto final”, completou Marco Antônio Martins.

 

E os estabelecimentos com registro sanitário têm trabalhado arduamente para garantir a qualidade do pescado que chega à mesa da população de Brasília. Nesse sentido, o empresário Wagner Apolinário, responsável pela Pira Poti Pescados, registrada na Dipova como entreposto de pescados, ressalta o investimento em qualidade que é feito pela indústria para que o consumidor tenha acesso a um pescado de excelência, sempre dentro dos padrões de segurança e qualidade preconizados. “A Pira Poti está inclusive caminhando para a obtenção do SISBI, que permitirá a comercialização dos produtos em todo país”, afirmou Wagner Apolinário.

 

 

Texto: Ascom Seagri-DF

 

Fotos: Pira Poti Pescados